4 maneiras de coletar dados sem perder a confiança do usuário

A análise de dados está mais poderosa, e indispensável, do que nunca. Ferramentas como o Google Analytics, estão avançando cada vez mais, e hoje é possível não apenas saber quantas visitas tiveram no seu site, mas também, verificar até onde o usuário scrollou (rolou) a página, por onde seu mouse passou, quanto tempo ficou em cada página entre outras maravilhas.

Mas se isto é fantástico para você, o usuário pode considerar um tanto invasivo. Ele sabe que está sendo monitorado e tem receio de que empresas abusem destes dados coletados. Uma prática comum que pode ser observada, é o amplo uso de abas anônimas e de extensões Ad Blocks, tudo para ter um pouco mais de privacidade ao navegar.

Por causa desta desconfiança, é importante sejam contemplados alguns aspectos:

 – Quais tipos de ferramentas podem ser usadas livremente – e quais não podem.

 – Como você pode garantir a segurança dos dados dos usuários.

 – Como abordar os clientes sobre o acesso aos seus dados.

 – Se os dados devem ser analisados anonimamente ou não – e como determinar o quanto você precisa.

Ganhando a confiança dos usuários

Proteger a privacidade dos usuários e certificar-se que eles se sintam confortáveis ao navegar no seu site, não significa que você não pode tirar vantagem das ferramentas de análise. Significa apenas que você precisa tomar cuidado extra com o que você faz com essa informação.

1 – Criptografar, criptografar, criptografar

Isso vale para qualquer informação do usuário que você reunir on-line ou off-line. A criptografia de dados do usuário ajuda a garantir a segurança da informação, mesmo que caia em mãos erradas. Deixar claro aos seus clientes como seus dados são criptografados, é um caminho para fazer com que se sintam mais confiantes.

2 –  Peça permissão; não perdão

Embora os dados do usuário devam ser bem escondidos, suas práticas de coleta de dados não devem ser. Seja muito claro sobre o tipo de dado que você está coletando e o porquê. O ideal é deixar seus clientes opt in (em vez de out) assim a decisão é deles desde o início. (Se não, se torna mais fácil para os clientes optar por sair.)

Isso não significa que os clientes não vão compartilhar os dados com você – especialmente se você lhes oferecer valor em troca. De acordo com uma pesquisa recente, os usuários estão dispostos a oferecer suas informações em troca de conteúdo gratuito, descontos e outros incentivos, desde que os comerciantes sejam transparentes.

3 –  Mantenha os dados dos clientes anônimos

O comportamento de seus clientes é valioso, mas isso não significa que você precisa saber exatamente quem está navegando em seu site. Na verdade, grande parte destes dados é mais valioso em termos agregados, sem informações de identificação.

O ato de distinguir HTML deve ser descartado, e o armazenamento de endereços de IP está se tornando ilegal em muitos países. Certifique-se que seus clientes saibam que o seus comportamentos e identidades estão separados, e que você não está os acompanhando em um nível identificável.

4 – Recolher apenas os dados que você precisa

Pode ser tentador recolher o máximo de dados possível e armazená-lo em um servidor, mas a coleta de dados que você não pretende usar é um desperdício de recursos e pode assustar os clientes.

Big data pode fazer os clientes ficarem nervosos e desconfiados, mas as suas práticas não devem. Basta lembrar que cabe a sua empresa, ser clara sobre quais os dados que coleta e como estão sendo usados. Como resume um dos co-fundadores da Lucky Orange, uma das principais ferramentas de análise de dados, Danny Wajcman, se os seus clientes souberem exatamente por que você quer seus dados, eles estarão mais propensos a compartilhar com você e confiar em seu negócio.



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