A Proxxima publicou um artigo que comenta que o varejo online da China deve superar, pela primeira vez, o varejo físico. O principal motivo é o crescimento do comércio social, já que a estimativa do uso de redes sociais para promover e vender serviços e produtos foi ampliado em 44,1% no ano passado e deve aumentar em 35,5% neste ano. Isto reforça a mudança na relação entre os Chief Marketing Officers (CMOs) das empresas e o marketing digital, em uma questão que vai muito além do budget.

 

A volatilidade do comportamento do consumidor

Aqui na Math Marketing o prisma deste cenário já é um tanto conhecido em pelo menos duas de suas dimensões. A primeira é o desafio dos CMOs em se adaptarem ao comportamento volátil do consumidor e que, mais uma vez, demonstrou alterações devido à pandemia. A relação do consumidor com seu dinheiro mudou e isto mudou também a sua relação com marcas e consumo, especialmente do âmbito digital. Mesmo segmentos resistentes ao comércio online, se mostraram mais receptivos ao formato. Mas isto não se reflete apenas nas vendas online, já que identificamos novos comportamentos e novas jornadas de consumo foram construídas na pré-venda, venda e pós-venda. Todo o espectro de relacionamento com o cliente foi alterado de forma abrupta e os CMOs precisaram reavaliar todos os investimentos em marketing pois, se antes o marketing offline era o preferido na alocação dos recursos, o online por sua vez acabou ganhando muito mais espaço. Com isto, se forma a segunda dimensão do prisma.

 

É preciso maturidade digital para os resultados aparecerem mais rápido

Ao investirem mais em marketing digital, os CMOs se deparam com algumas barreiras, sendo que a primeira delas é o não-imediatismo de resultados. Por exemplo, o gerente de marketing adquire uma ferramenta de marketing automation líder de mercado com grande volume de disparos de e-mails e SMS e acredita que agora seus fluxos de relacionamento por e-mail irão vender como nunca, mas as coisas não funcionam bem assim, já que toda sua estratégia continua igual. O nosso Head of Consulting, Partner, Bruno Dihl Prolo, explica ainda melhor.

“A automação dos processos de marketing cada vez ganha novos nomes, mais robustos e que abrangem uma capacidade maior de personalização, escala e multicanalidade, como marketing hub, marketing cloud e muitos outros. Isto atrai muitos investimentos para as donas das ferramentas, mas além do suporte técnico, elas não desenham nenhuma estratégia para que você possa utilizar em seu negócio e isto é lógico, claro. Mas muitos CMOs são pegos de surpresa e descobrem que não conseguem responder algumas perguntas essenciais mesmo com a ferramenta mais poderosa do mercado no seu inventário. ‘Minhas campanhas trazem engajamento? Como faço para automatizar os processos da minha área?’, são algumas perguntas que já ouvimos em clientes. É muito diferente de um ambiente onde já existe uma maior maturidade e preparo para o marketing digital, onde ouvimos perguntas como: ‘Qual canal converte mais? Qual é canal é mais efetivo e me traz um melhor ROI? O que, quando e onde devo fazer minha conversão?’. Isto demonstra o quanto você deve estar preparado para investir no online”.

A Math Marketing ajudou muitos clientes a “pilotarem” da melhor maneira a fim de extrair o máximo das suas ferramentas de marketing automation, tanto na camada estratégica quanto na técnica. Esta barreira cada vez mais é mitigada pela ampla adoção das frentes online em marketing, mas esta relação, como bem colocada pela Proxxima ainda está em um status de “under construction”.