Evento discutiu impactos da LGPD sobre as marcas brasileiras

Na última quarta-feira (12/9), ocorreu o painel interativo Impactos da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O evento, arquitetado pela Math Marketing, aconteceu no Auditório IBM, em São Paulo, e contou com a parceria de IBM, GfK Brasil e Silveiro Advogados. 

A ideia do evento, foi discutir os impactos da LGPD – que entra em vigor em fevereiro de 2019 – nas marcas brasileiras sobre três pontos de vistas majoritários: marketing, TI e legislação corporativa (leia texto completo da lei clicando aqui) 

Cada um destes elementos foi esmiuçado pela expertise dos profissionais presentes: Marcel Ghiraldini, VP Growth & Strategy Math Marketing, o advogado Rodrigo Azevedo, do escritório Silveiro Advogados, e Éber Gustavo, Watson Marketing Leader no Brasil. A mediação foi feita por Henrique R. Mascarenhas, Head of Commercial & Sales Effectiveness na GfK Brasil.

Regra do marketing digital: não seja chato! 

Marcel Ghiraldini apontou uma série de transformações que a nova legislação que entra em vigor em fevereiro de 2019 traz para os profissionais de marketing digital, principalmente no que diz respeito às estratégias voltadas ao analytics, lógico. A principal delas, de acordo com Marcel, é a necessidade de uma permissão formal por parte do consumidor para que seus dados sejam compartilhados. 

Mas como conquistar credibilidade e confiança de modo a fazer com que os consumidores deem essa permissão? Marcel é categórico: não seja chato 

“Você não precisa ser mala com o consumidor, o processo de atenção envolve mais valor do que espaço.  Se eu entendo o consumidor e consigo mandar o que ele precisa, eu não preciso ser maçante”, afirma. 

Ao consumidor, apenas o que ele pediu 

Marcel destaca a importância de obedecer às demandas pontuais que foram solicitadas pelo consumidor.  

“Por exemplo, se uma pessoa assinou sua newsletter, você a fornece sua newsletter, nem mais, nem menos. Para efetuar vendas, faça com que aquele conteúdo tenha valor suficiente para que ele queira mais, gere valor na sua peça através da conversa que a pessoa pediu pra fazer com você. A partir dela você pode atingir seus objetivos, e não usando a permissão da newsletter para ‘empurrar’ novos conteúdos pra pessoa”. Completa. 

Marketing de permissão – finalidade do consumidor como norte 

O VP Growth & Strategy da Math Marketing e  cita o autor Seth Godin, responsável pelo livro Permission Marketing, que, muito antes da Lei de acesso a dados do consumidor, definiu premissas básicas de permissão:    

  1. Parta do ponto de partida que as pessoas não estão nem aí para sua empresa; 
  2. Após obter uma permissão, é inadmissível vende-la ou aluga-la; 
  3. A permissão é revogável, o consumidor pode cancelá-la; 
  4. A permissão não é estática. Ela pode avançar ou regredir conforme a abordagem. 

Marcel ressalta a importância da finalidade pela qual o consumidor cedeu seus dados como norte para ações de comunicação.  

“Não adianta bombardear as pessoas com conteúdo que não faz sentido pra elas. A gente precisa ter valor na atenção conquistada. E, a partir daí, entregar algo que faz sentido na jornada dela pessoa”, explica.  

Estas foram apenas algumas das informações úteis sobre a LGPD compartilhadas no painel. Quer ter acesso a tudo que rolou no evento? Assista! 
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