O que muda na mineração de dados de sua marca com a Lei GDPR

A recente implementação da Lei GDPR na União Europeia deixou profissionais de marketing do mundo inteiro atentos. Ora, uma mudança dessa dimensão dificilmente afetaria apenas o continente europeu, mudando a forma das marcas coletarem dados a um nível global. E eles estavam certos.

Pouco tempo depois, o Brasil aprovou a sua própria lei de proteção de dados do usuário da internet, que deve ser posta em prática aproximadamente em 2020. Muito baseada na sua proporcional europeia, a lei limita o acesso a dados de acordo com a permissão do usuário e prevê multas em casos de infringimento.

Mas nós já falamos sobre a lei brasileira por aqui. Hoje queremos abordar outro sentido: afinal de contas, como a nova lei de proteção de dados afetará a coleta de dados de sua marca?

Coleta de dados sempre depende da permissão do usuário

O ponto principal desta lei é empoderar o usuário em termos das informações pessoais que ele aceita entregar em troca de um acesso. Em suma, a coleta e o processamento de dados pessoais do usuário só são permitidos mediante uma base legal de legítimo interesse e consentimento.

De acordo com a lei GDPR, há duas categorias distintas de dados pessoais:

Dados pessoais: nome, RG, email, endereço de IP, características físicas, psicológicas, culturais, sociais e econômicas, entre outras.

Dados sensíveis: origem racial ou étnica, opiniões políticas, crenças religiosas ou filosóficas, orientação sexual, informações genéticas, biométricas e relacionadas à saúde, entre outras.

Assim, os princípios da lei de proteção aos dados do usuário devem ser incorporados ao próprio design da atividade de processamento de dados de cada ação de data analytics e marketing digital.

O consentimento deve ser expresso de maneira explícita, em opt-in e dado livremente. Isso significa que as práticas de consentimento via opt-out de até então não serão mais aceitas.

Como conquistar a permissão do usuário para acessar seus dados?

De acordo com as diretrizes listadas no item anterior, com a aplicação da lei brasileira de proteção aos dados do usuário da internet passa a ser desafio para os profissionais de marketing criarem uma sensação de finalidade ao ato de permitir acesso a dados de sua navegação. Segundo Seth Godin em seu livro Permission Marketing, conquistar a permissão dos usuários envolve quatro pilares básicos:

1. As pessoas são egoístas e não estão nem aí para sua empresa

2. Após obter uma permissão, é inadmissível vende-la ou aluga-la (como algumas marcas costumavam fazer no direct mail

3. A permissão é revogável, podendo o consumidor cancelá-la em qualquer momento que o for conveniente

4. A permissão não é estática. Sua marca pode avançar ou regredir conforme a abordagem acertada ou equivocada de nutrição.

Evento da Math Marketing discutiu os efeitos da nova lei de proteção de dados sobre as marcas

No dia 12/9, a Math Marketing propôs um bate papo para discutir a implementação da versão brasileira da lei GDPR sob três pontos de vistas diferentes: marketing, com a palavra do VP Growth & Strategy Marcel Ghiraldini, legislação, com o advogado Rodrigo Azevedo, do escritório Silveiro Advogados, e tecnologia, com Éber Gustavo, Watson Marketing Leader no Brasil. O mediador foi Henrique Mascarenhas, diretor comercial da GfK Brazil.

 Quer ter acesso a um panorama completo do que foi dito no evento citado acima? Assista ao vídeo e obtenha o material! 

 

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