Como ficam definições de perfis lookalike com a LGPD

Uma questão importante, que foi discutida no evento Impactos da Lei Geral de Proteção de Dados, realizado no auditório da IBM, em São Paulo, foi como a lei brasileira afetará ações como a criação de perfis de usuários baseados no comportamento individual de um deles, o chamado “lookalike”. 

O perfil lookalike é um dos principais artifícios para quem faz campanhas no Facebook Ads e em mídias sociais. Também conhecido como ‘’perfis semelhantes’’, ele auxilia na forma de encontrar seu público alvo e converter leads em clientes. Permitindo que você crie um conjunto de anúncios direcionados às pessoas que de fato tenham interesse no seu produto ou serviço. 

A Lei Geral de Proteção de Dados, implica em alguns tipos de captura de dados, você pode conferir clicando aqui para saber o que ainda pode e o que não, mas como será essa atuação em cima de um dos carros chefes de ADS nas mídias sociais como Instagram e Facebook? 

Lookalikes ainda são permitidos


Ufa, Marcel Ghiraldini, VP Marketing & Strategy na Math Marketing, vai direto ao ponto “o lookalike não foi proibido”. 

Ainda existe uma abertura sobre o quão legítimo é a entrega do público para criação de lookalikes. Alguns grandes anunciantes estão fazendo o caminho contrário. Estão fazendo o uso de DMPs (Plataformas de Gerenciamento de Dados) próprias, assim garantem o anonimato dos dados, criando seus públicos e disparando de outra forma” explica Marcel. 

Ou seja, as organizações estão achando seus lookalikes e criando macroperfis, mandando para fora apenas os segundos, sem compartilhar os dados de seus usuários que originaram o produto final.  

Consentimento de dados pessoais 


Rodrigo Azevedo, do escritório Silveiro Advogados
, enfatiza a importância da especificidade do consentimento do cliente. “O consentimento tem de ser inequívoco, uma permissão só porque ele é cliente não autoriza a marca para tomar decisões para outras finalidades como a definição de perfis”. 

O advogado lembra que, como a lei está em vigor, mas o órgão executor ainda não está formalmente criado, ainda há que saber como “o jogo será jogado”, ou seja, como ela será aplicada, antes de tomar decisões. Ele ressalta, em razão disso, a importância de estudar os impactos que a lei já vigente na União Europeia vem tendo por lá.  

Negativação de usuários 


Além disso, os participantes queriam saber se era possível
usar os dados de um cliente para o negativar de uma ação sem pedir permissão. Ou seja, por ter os dados do usuário enquanto cliente, fazer com que uma campanha de conversão não chegue a ele. Para Marcel Ghiraldini, trata-se de um caso de finalidade direta. 

A lista de negativação não foi colocada nem mesmo em espécie. Aí há direta finalidade, eu tanto sei que o cliente não quer falar comigo que ele já comprou meu produto, então eu não vou ficar oferecendo algo que ele já tem”, explica. 

Ou seja, os perfis lookalike estão permitidos e não sofrem alterações até o momento.Mas, é importante ressaltar que as grandes empresas já estão criando o modelo ideal de comprador final dentro de casa, focando na mineração de dados fornecidos pelos seus próprios consumidores e assim aplicando uma análise refinada para definir a buyer persona.

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