Como ficam definições de perfis lookalike com a LGPD

Outra questão discutida no evento Impactos da Lei Geral de Proteção de Dados, realizado no auditório da IBM, em São Paulo, foi como a lei brasileira afetará ações como a criação de perfis de usuários baseados no comportamento individual de um deles, o chamado “lookalike”.  

Lookalikes ainda são permitidos 

Marcel Ghiraldini, VP Marketing & Strategy na Math Marketing, vai direto ao ponto “o lookalike não foi proibido”. 

“Ainda existe uma abertura sobre o quão legítimo é a entrega do público para criação de lookalikes. Alguns grandes anunciantes estão fazendo o caminho contrário. Estão fazendo o uso de DMPs (Plataformas de Gerenciamento de Dados) próprias, assim garatem o anonimato dos dados, criando seus públicos e disparando de outra forma” explica Marcel. 

Ou seja, as organizações estão achando seus lookalikes e criando macroperfis, mandando para fora apenas os segundos, sem compartilhar os dados de seus usuários que originaram o produto final.  

Consentimento é sempre importante 

Rodrigo Azevedo, do escritório Silveiro Advogados, enfatiza a importância da especificidade do consentimento do cliente. “O consentimento tem de ser inequívoco, uma permissão só porque ele é cliente não autoriza a marca para tomar decisões para outras finalidades como a definição de perfis”. 

O advogado lembra que, como a lei esta em vigor, mas o orgão executor ainda não está formalmente criado, ainda há que saber como “o jogo será jogado”, ou seja, como ela será aplicada, antes de tomar decisões. Ele ressalta, em razão disso, a importância de estudar os impactos que a lei já vigente na União Europeia vem tendo por lá.  

Negativação de usuários 

Além disso, os participantes queriam saber se era possível usar os dados de um cliente para o negativar de uma ação sem pedir permissão. Ou seja, por ter os dados do usuário enquanto cliente, fazer com que uma campanha de conversão não chegue a ele. Para Marcel Ghiraldini, trata-se de um caso de finalidade direta. 

“A lista de negativação não foi colocada nem mesmo em espécie. Aí há direta finalidade, eu tanto sei que o cliente não quer falar comigo que ele já comprou meu produto, então eu não vou ficar oferecendo algo que ele já tem”, explica. 

 Saiba mais sobre o que aconteceu no evento Impactos da LGPD para as marcas. Assista ao vídeo na integra! 

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