Entre os temas tratados no evento Impactos da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) sobre as marcas – realizado no auditório da IBM (São Paulo), os palestrantes deram atenção especial ao novo panorama que definirá as pesquisas de mercado. 

Foi Marcel Ghiraldini, VP Growth & Strategy da Math Marketing, quem levantou a questão. Ele observou que a aplicação da LGPD poderia afetar instituições dedicadas a pesquisas de mercado realizadas na web.  

Pesquisas priorizam comportamento na hora da compra 

 

Henrique R. Mascarenhas, Head of Commercial & Sales Effectiveness na GFK Brasil, explicou que na realização de mapeamentos de mercado, “a gente tem cada vez perguntado menos para as pessoas, pelo contrário, nós vemos o que a pessoa fez. Ou seja, a causa do dado”.  

“Muito menos do que perguntar para o consumidor o porquê de ele ter se comportado de determinada maneira, perguntamos para o varejo como o cliente se comportou na hora da compra”, prossegue. 

Ou seja, as pesquisas são realizadas em um estágio final da decisão de compra, levando em conta informações da empresa vendedora, e não do cliente. O que garante a realização do estudo sem impedimentos em consonância com as normas de compliance.  

Sigilo de dados já era rotina de institutos de pesquisa antes da LGPD 

 

Outro ponto levantado pelo representante da GFK Brasil no evento é que, mesmo em pesquisas realizadas diretamente com o cliente, as regras de sigilo de dados existem desde antes do próprio advento da internet. 

Ele explica que é parte do próprio código de ética das entidades que todos documentos com dados dos clientes devem ser destruídos após a realização da pesquisa. “Manter o sigilo do dado em pesquisas sempre foi prioridade de todos os institutos”, esclarece.  

Pesquisas de jornada de consumidor 

 

Quanto às pesquisas que utilizam dados da jornada do consumidor, Mascarenhas ressalta que o uso de cookies é feito mediante autorização do consumidor. “Há um contrato de consentimento que alinha que o cliente será monitorado e ganhará algo em troca por estar cedendo esse dado”, explica. “O dado desses clientes nunca é divulgado externamente, o sigilo do cliente permanece intacto”, completa. 

Ou seja, antecipe suas ações já baseadas em acontecimentos futuros, para que seu mercado ou atuação não sejam afetados quando a nova LGPD for implementada. Evitando assim, prejuízos e mudança brusca de cenário. 

Confira também nosso post sobre LGPD vs. marketing: O que pode e o que não pode, para saber como atuar diante dessas mudanças!