Ter um modelo de conteúdo é essencial para conquistar leitores na LGPD

Dentre os diversos temas abordados durante o evento Impactos da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)leia aqui o texto da lei na integra -, que ocorreu no auditório da IBM, em São Paulo, uma das questões foi a importância de um modelo de conteúdo sólido para conquistar leitores, em oposição a apostas às cegas em soluções milagrosas. 

Só cede um dado quem gosta de um conteúdo 

Para Marcel Ghiraldini, VP Growth & Strategy da Math Marketing, com a LGPD em vigor no Brasil a partir de 2020, mais do que nunca é importante tratar a coleta de dados como uma via de duas mãos.  

Ele explica que o profissional de marketing solicita uma informação dos clientes partindo do princípio de que ele é valioso. Por isso, de acordo com o VP Growth & Strategy, “eu só posso pedir um dado para o usuário se eu te entregar algo valioso em troca”. 

De acordo com Marcel, o novo contexto de coleta e análise de dados demanda um aprimoramento nas ações de produção e disponibilização de conteúdos de troca, “o cliente pode revogar o meu acesso a esses dados quando ele quiser, então a máxima ‘todo poder ao usuário’ realmente acontece”, ilustra.  

Cliente insatisfeito tem poder de sanção  

Incentivado pelo mediador Henrique R. Mascarenhas, Head of Commercial & Sales Effectiveness da GfK Brasil, que citou um “empoderamento do usuário”, Marcel ressaltou que os atuais clientes nem precisam esperar até 2020, já que hoje mesmo existem recursos que mandam e-mails enviados sem autorização direto para a caixa de spam.  

Porém, a partir da aplicação da LGPD, marcas que enviarem e-mails ou conteúdo de maneira impropria podem ser acusados pelos utilizadores, ficando sujeitas às multas e sanções previstas pela lei. 

Entender o cliente é a chave 

Dessa forma, segue explicando Marcel, entender os problemas, as dores e as necessidades de seus clientes é muito mais importante do que entender a demografia.  

Exemplificando, aponta uma hipotética campanha voltada à venda de cosméticos: nesse caso, cita, uma categorização baseada no sexo dos clientes que excluísse homens generalizando em cima de preconceitos como “só mulher usa cosméticos” perderia, no mínimo, duas categorias de usuários com potencial de compra, homens que usam cosméticos e homens que compram cosméticos para darem de presente.  

Só tecnologia não gera resultados 

Outro ponto em que profissionais de marketing costumam se confundir, de acordo com Eber Gustavo, Watson Marketing Leader na IBM, é na adoção de tecnologias milagrosas acima de projetos de conteúdo sólidos. “As pessoas às vezes acham que vão adquirir uma tecnologia e aquilo vai fazer elas venderem muito, mas existem alguns mitos”.  

“Quando você dispara um e-mail em qualquer ação de marketing, a probabilidade de 10% das pessoas verem aquilo é muito baixa. A não ser que você esteja fazendo um trabalho muito bom de relevância, de marca, e outros, não é a tecnologia que vai resolver o seu problema.” Expõe Éber.  

Trate o dado e o cliente com profissionalismo 

Para Éber, os profissionais de marketing também devem saber o que fazer com o dado. “Muitas vezes um atendimento pergunta seu nome e seu CPF mais de uma vez, por exemplo, aí o usuário fica pensando: ‘o que esse cara tá fazendo com meu dado?’” 

“Não é ter adquirido uma tecnologia que vai fazer você vender mais, é a relevância que você tem para seu público”, finaliza.

Quer saber mais sobre o assunto? Assista ao painel aberto Impactos da Lei Geral de Proteção de Dados por inteiro! 
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